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PowerData VG

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APLICAÇÕES

O PowerData VG e as empresas de pesquisa

Pesquisas levantam dados, apuram opiniões, estimulam percepções. Sejam elas qualitativas ou quantitativas, elas vêm ganhando cada vez mais importância na gestão pública e privada, sendo utilizadas como ferramenta essencial na gestão do conhecimento e, conseqüentemente, na tomada de decisão.

Caminhando nesta mesma direção, o software PowerData VG[1] torna-se um grande aliado, tanto no processo que envolve o desenvolvimento de uma pesquisa quanto na forma de expressar seus resultados.

 

[1] Sugerimos a leitura do textoPowerData VG – conhecendo o produtopara informações mais detalhadas sobre o software

Tabelas, gráficos, mapas temáticos e textos conclusivos são os recursos mais utilizados na apresentação dos resultados de uma pesquisa. A escolha pela forma como eles serão apresentados é essencial para que o conhecimento seja adquirido por quem contrata o serviço.

Neste contexto, os mapas temáticos despontam hoje como uma das principais formas para se transmitir informações e se obter conhecimento. O espaço é hoje vital. Não basta obter nem conhecer a informação é preciso que ela esteja espacializada, ou seja, é preciso que a informação esteja associada a uma determinada área geográfica ou a um ponto específico do espaço. Dito de outro modo, a espacialização da informação permite não a gestão do conhecimento como a tomada de decisão diferenciada de acordo com sua localização no espaço.

É justamente a confecção de mapas temáticos o ponto forte do software PowerData VG, pois esta ferramenta permite de forma rápida, fácil, simples e direta que resultados de pesquisas se transformem em cartogramas sem que para isso, seja necessário qualquer conhecimento técnico adicional por parte dos pesquisadores.

Integrando cartografia com base de dados de forma intuitiva e de fácil compreensão e manuseio por parte de profissionais não especializados, o aplicativo possui características de dinamismo e de integração oferecendo uma abordagem que facilita extremamente a análise histórica e a interpretação. Como o entendimento da dinâmica espacial é fundamental na gestão, a utilização desta ferramenta torna-se de grande valia na redução de custos, na agregação de valor aos produtos gerados pelas empresas de pesquisa e no conhecimento e apoio a tomada de decisão por parte dos analistas de resultados.

No VG a espacialização da informação pode ser feita de duas maneiras: através de áreas geográficas – as divisões políticas e administrativas (estado, município e distrito/bairro) ou através de pontos específicos localizados sobre mapas.

A integração entre a localização geográfica e os dados é feita através de coordenadas geográficas de forma fácil e imediata, facilitando sobremaneira o uso no planejamento e na gestão de cada negócio. O produto também se integra com outros elementos como a linha do tempo, textos explicativos, imagens e outros recursos, bem como, permite a extração e o carregamento de dados por meio de arquivos nos formatos xls ou txt.

Desta forma, o PowerData VG possibilita aos tomadores de decisão, aos analistas de negócios e aos pesquisadores uma dedicação maior à análise dos dados, ao embasamento da decisão e no modo como melhor comunicar o conhecimento adquirido a partir destas análises. Finalmente, o valor comercial do trabalho desenvolvido aumenta, os custos orçamentários diminuem, as decisões são tomadas com maior embasamento e certeza dos resultados, e o cronograma pode ser estabelecido com maior precisão. É, portanto, uma ferramenta de apoio ao planejamento e a gestão que racionaliza os esforços físicos e financeiros e que ajuda sensivelmente na remoção dos elementos vitais de incerteza, surpresa e confusão.

Para facilitar o entendimento do potencial do software nas empresas de pesquisa, apresentaremos a seguir alguns exemplos.

Dentre as diversas áreas de atuação de uma empresa de pesquisa, tais como: perfil do consumidor, hábitos de consumo, intenção eleitoral, satisfação, potencial de mercado e outras, escolhemos a pesquisa com objetivos eleitorais para servir de exemplo.

Imaginemos um levantamento que vise municiar um candidato de informações relevantes a sua campanha, bem como, monitorar o andamento da mesma junto à sociedade. O primeiro desses objetivos trata de uma pesquisa qualitativa onde o que se busca é a expectativa da sociedade em relação ao seu candidato. o segundo representa uma pesquisa quantitativa onde o que se deseja obter é a opinião do eleitor num determinado momento.

De forma hipotética, imaginemos que o candidato seja para prefeito da cidade do Rio de Janeiro. Desta forma, a principal pergunta a ser feita é aquela que permita a associação do eleitor com o espaço. No nosso exemplo, utilizaremos o bairro como referência espacial. Assim, cada dado levantado será associada a um bairro. Para facilitar o exemplo, apenas as três expectativas mais votadas e o percentual de intenções de voto do candidato que supostamente contratou a pesquisa serão analisadas.

O produto final da pesquisa será, no exemplo, uma planilha eletrônica com 5 (cinco) colunas. A primeira coluna identificará o bairro, a segunda, terceira e quarta os percentuais de votos nas três expectativas mais votadas (em nossa simulação: violência, educação e saneamento) e a quinta o percentual de intenção de voto do candidato.

Esta planilha, com uma simples adaptação de layout, poderá ser carregada no banco de dados VG e quase automaticamente visualizada em um mapa temático. O “quase automaticamente” deve-se ao fato de ser necessário caracterizar o assunto da pesquisa e estabelecer faixas de valores e cores para a pintura do mapa.

Vejamos os mapas temáticos que poderiam ser gerados com o exemplo hipotético.

Figura 01 - % de votos expectativa do eleitorado Violência - semana 1

No exemplo acima, cinco intervalos de valores foram definidos hipoteticamente para indicar o interesse do eleitorado na questão específica. As cores mais escuras apontam para os bairros cuja solução do problema é de grande importância local, no caso o controle da violência.

As diferentes cores visualizadas no mapa temático, uma para cada bairro, demonstram que os interesses sociais no município são territorializados. Esta constatação contribui de forma efetiva no direcionamento das estratégias eleitorais, plataformas de governo, políticas urbanas, entre tantas outras.

A concentração de bairros com mesmo grau de interesse pode apontar para um problema que se expande por toda uma região, inclusive nas regiões limítrofes dos bairros que demonstraram interesses para outras questões.

 Abstraindo-se do nosso exemplo, podemos afirmar que, independente do negócio, aliar pesquisa com uma ferramenta que espacializa resultados certamente irá agregar valor as pesquisas e contribuir de forma eficaz na gestão do negócio de qualquer empresa.

A facilidade na carga de dados e no uso do software para a criação de diferentes mapas temáticos permite que esta agregação seja feita sem necessidade de aumentos de prazos e custos.

As figuras 02 e 03 apenas complementam o exemplo proposto. Vejamos.

Figura 02 - % de votos expectativa do eleitorado Educação - semana 1

A análise dos cartogramas poderia contribuir na definição do direcionamento de uma campanha eleitoral e no planejamento de ações que visem o contato do candidato no corpo a corpo com seu eleitorado.

Figura 03 - % de votos expectativa do eleitorado Saneamento - semana 1

Uma pesquisa sobre a expectativa do eleitor ajudaria a nortear os rumos de uma campanha em cada local, bem como, os discursos a serem proferidos em cada bairro. Dito de outro modo, a pesquisa aliada a espacialização dos resultados poderia contribuir na definição da estratégia de campanha.

Seguindo com o nosso exemplo, observamos que na primeira semana (figura 4A) as cores claras, que identificam os bairros onde o candidato possui o menor percentual de intenções de votos, são predominantes na região central do município. Uma estratégia de campanha poderia ser atuar primordialmente nesta área.

Figura 04A - % de intenções de voto do candidato na semana 1

Figura 04B - % de intenções de voto do candidato na semana 2

A figura 4B, que demonstra a mesma informação coletada num segundo período, aqui chamado de semana 2, poderia demonstrar que a atuação deu bom resultado, pois os bairros centrais agora tendem para as cores mais escuras.

Aliado ao trabalho da empresa de pesquisa, o VG contribui ainda mais no processo de análise disponibilizando, também na forma de mapas temáticos, indicadores públicos de fontes reconhecidamente sérias como o IBGE, Prefeituras, Tribunais Eleitorais, Datasus e outras instituições.

Exemplificando o exposto, a figura 6 apresenta dados reais sobre a taxa de alfabetização de adultos nos anos de 1991 e 2000. As cores claras indicam maior déficit educacional. Observemos o próximo conjunto de cartogramas.

Figura 05 – Taxa de alfabetização de adultos

1991

A comparação dos dois anos apresentados indica uma melhora. Porém, uma comparação com a figura 2, que demonstra a prioridade do eleitorado em soluções para a área de educação, poderá confirmar ou não o déficit educacional existente no bairro e subsidiar o candidato com informações sobre o tema, contribuindo assim, num embate bastante elucidativo sobre o assunto.

2000

O resultado do levantamento associado ao conhecimento das vulnerabilidades do local onde este aconteceu certamente será um grande diferencial a ser oferecido ao contratante. Ganha a empresa de pesquisa ao oferecer um resultado mais completo e apurado, ganha o cliente final (o candidato no nosso exemplo) ao receber um trabalho mais abrangente e repleto de insumos facilitadores à tomada de decisões e que permitirão maior sucesso da campanha.

            Ainda no nosso exemplo, se no bairro de Sepetiba as três principais expectativas foram: saneamento básico, educação e saúde. Indicadores sobre essas três áreas poderão ser agregados ao trabalho, contribuindo assim, para o direcionamento de um discurso no local. Por outro lado, se no bairro de Copacabana a maior expectativa for o controle da violência, o discurso seria outro.

Vejamos uma análise do bairro de Sepetiba (figura 07) em relação ao tema esgotamento sanitário. Para tanto, utilizaremos os setores censitários como escala de visualização. Como dado, utilizaremos o percentual de domicílios com esgotamento sanitário ligado a rede de esgoto ou pluvial ou fossa séptica no ano de 2000. Este dado é verídico e foi calculado a partir de dados fornecidos pelo IBGE de acordo com a fórmula (((Domicílios particulares permanentes - com banheiro ou sanitário - esgotamento sanitário - rede geral de esgoto ou pluvial) + (Domicílios particulares permanentes - com banheiro ou sanitário - esgotamento sanitário - fossa séptica))/(Domicílios particulares permanentes)*100).

Figura 06 – % de domicílios com esgotamento sanitário ligado a rede de esgoto ou pluvial ou fossa